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Autor Tópico: Problemas com as Algas  (Lida 468 vezes)
Yarik
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« em: 21 de Fevereiro de 2008, 09:37 »

Artigo escrito pelo Sr Arqº Prof Dr Engº Yarik no Fórum antigo

Problemas com algas



As algas são um dos problemas que mais desesperam os aquariofilistas.

Qualquer aquariofilista se irrita, ao verificar que, no seu adorado aquário, se estão a desenvolver
estes seres inestéticos.
Corremos então para a loja de animais mais próxima e levamos com um ou dois produtos químicos
por parte da maioria dos lojistas, para tratar rapidamente da questão.
O problema é que na maioria das vezes, acabamos por prejudicar os outros seres que habitam no
interior do aquário.

Pessoalmente, só faço uso destes químicos quando já esgotei todas as outras hipóteses.
O aparecimento de algas pode acontecer a qualquer momento e na grande maioria das vezes o
seu aparecimento deve-se a desequilíbrios existentes no aquário.
No entanto posso afirmar, sem dúvida, que não existem aquários completamente livres de algas.
E se a existência destas for equilibrada, até acabam por ficar engraçadas, agarradas a troncos ou
em materiais decorativos.
A questão que se coloca é conseguir manter a população de algas em valores que não prejudiquem
os restantes habitantes do nosso aquário e que ao mesmo tempo não incomodem o visionamento
do mesmo pelos observadores externos, neste caso, o ser humano.

Num aquário montado de novo existe sempre o perigo de uma infestação exponencial de algas.
Daí, que seja de capital importância, activar o rápido crescimento de plantas, de forma a que essas
algas não apareçam em níveis demasiado elevados.

Quando as plantas se desenvolvem bem, a maioria das algas não tem qualquer hipótese em
aparecer.

Por isso, torna-se óbvio, que o crescimento de algas é inversamente proporcional ao bom
crescimento das restantes plantas.
O problema reside precisamente aí. Como proporcionar um crescimento optimizado das nossas
plantas aquáticas?
Para isso é fundamental fornecer-lhes três coisas: nutrientes, dióxido de carbono e luz de
qualidade.

Depois convém fazer notar que as algas adoram nitratos e fosfatos e quando os valores destes
se tornam demasiado elevados, as algas acabam por aparecer e proliferar rapidamente. Convém
então realizar trocas parciais de água periodicamente (uma vez por semana) e sifonar o areão
evitando assim que os níveis de nitratos e fosfatos subam em demasia.

A iluminação antiquada e/ou desajustada é outro factor de favorecimento no aparecimento de
algas. A luz fluorescente que usamos nos nossos aquários deve ser de espectros ajustados ao
crescimento das plantas. Uma vez que as algas usam de sobremaneira a luz infra-vermelha e a luz
ultra-violeta, um espectro desajustado e/ou uma lâmpada demasiado antiga, vão fazer com que as
indesejadas algas apareçam de um momento para o outro.

É de extrema importância usar lâmpadas compradas especificamente para uso em aquáriofilia e
substituir as mesmas ao fim de seis meses de utilização (lâmpadas T5). Isto porque estas lâmpadas
perdem as suas particularidades ao fim desse tempo.

De seguida falaremos de vários tipos de algas e sugerimos algumas maneiras de as poder
eliminar ou manter sob controlo. Lembrem-se contudo, que o uso de biocidas deve ser feito
com muito cuidado. A leitura do rótulo, o modo de aplicação e as dosagens correctas tornam-se
imperativos.
Lembrem-se também que mais vale um aquário com algas mas com peixes e plantas do que
eliminar-mos as algas com químicos e ao mesmo tempo eliminarmos toda a vida existente no
interior do aquário.




Aparência:
Água esverdeada e turva.
Causas possíveis:
Demasiado nitrato
Demasiado fosfato
Luz directa do sol.
Acções a Tomar:
Trocas parciais de água bi-semanais.
Adicionar um produto contra algas
flutuantes e algas filamentosas (ex:
Algovec da Sera ou outro similar)



Aparência:
Água esbranquiçada e com pouca
visibilidade.
Causas possíveis:
Putrefacção de raízes e/ou restos
de comida.
Introdução no aquário de nutrientes
orgânicos (plasticos, açucar, alcool,
areia suja ou outros)
Acções a Tomar:
Trocas parciais de água e sifonagem
do areão.
Adicionar um produto clarificante
(ex: Aquaclear da Sera ou outro
similar).



Aparência:
Filamentos longos, finos e verdes que
se fixam nas folhas e decorações.
Causas possíveis:
Concorrência alimentar insuficiente
por parte das plantas aquáticas.
Acções a Tomar:
Retirar as algas com a ajuda de uma
rede ou outro instrumento.
Adicionar regularmente nutrientes
líquidos e sólidos que encontras nas
lojas da especialidade, ás plantas
existentes.
Colocar algumas espécies de peixes
comedores de algas (se possível)
como: platys, mollys negras,
octocinclus, etc



Aparência:
Filamentos curtos e densos de cor
verde escura que se fixam nas folhas,
decorações e vidros.
Causas possíveis:
Poucas plantas de crescimento
rápido.
Tubos fluorescentes (lâmpadas) sujas
e/ou gastas.
Acções a Tomar:
Limpar vidros e materiais e podar as
folhas afectadas.
Colocar plantas de crescimento rápido
como elodeas e cabombas.
Colocar algumas espécies de peixes
comedores de algas (se possível)
como: platys, mollys negras,
octocinclos etc
Trocar as lâmpadas fluorescentes se
necessário.



Aparência:
Camada viscosa azul-esverdeada nas plantas
e decorações com odor desagradável.
Causas possíveis:
Valores elevados de nitratos e fosfatos.
Ventilação da água demasiado forte.
Iluminação inadequada.
Acções a Tomar:
Mudar uma grande quantidade de água
do aquário e aspirar as algas, o melhor
possível.
Deixar o aquário completamente ás escuras
durante uma semana (se possível).
Verificar se o ph e Kh estão demasiado
elevados e se necessário baixar os seus
valores.
Mudar semanalmente 30% da água numa
primeira fase e depois reduzir para 15 a 20%
Se for caso disso, reduzir a ventilação da água
e/ou realizar a troca de tubos fluorescentes.



Aparência:
Camadas viscosas, castanhas, nas plantas,
decorações e vidros.
Causas possíveis:
Valores elevados de silicato na água da
torneira.
Iluminação desadequada.
Ausência, ou poucas plantas.
Acções a Tomar:
Retirar as algas das plantas limpando e/ou
podando.
Raspar as algas dos vidros e materiais lisos.
Ferver os materiais rugosos e pedras.
Se possível, desligar as luzes do aquário
durante uma semana.
Usar estabilizador nas trocas de água (ex:
Aqutan ou outro)
Adicionar, se possível, alguns peixes que
se alimentam destas algas como: ancistrus,
otocinclus e crossocheilus silamensis.



Aparência:
Grupos de filamentos verdes e curtos que se
ramificam a partir de um ponto da periferia
das folhas e, mais tarde, na superfície.
Causas possíveis:
Fosfato e nitrato na água.
Tubos fluorescentes gastos...
Acções a Tomar:
Retirar as algas podando as folhas afectadas
Remover as algas dos vidros e decorações
mecanicamente.
Adicionar algovec da Sera, à água.
Os crossocheilus latius e os camarões caridina
serrata alimentam-se destas algas. No entanto
estes camarões não toleram o algovec.
Se os valores de ph e kh estiverem demasiado
elevados convém rectificá-los.
Activar o crescimento das plantas existentes.
Se for caso disso, realizar a troca de tubos
fluorescentes.



Aparência:
Grupos de filamentos vermelhos, pretos e
curtos que se espalham numa fase inicial
nas orlas das folhas, mais tarde na superfície
das folhas, nos vidros e decorações.
Causas possíveis:
Valores elevados de nitrato e fosfato na
água.
Ventilação da água demasiado forte.
Poucas trocas de água.
Iluminação inadequada.
Acções a Tomar:
Retirar as algas podando as folhas afectadas
Remover as algas dos vidros e decorações
mecanicamente.
Os crossocheilus latius e os camarões
caridina serrata alimentam-se destas algas.
Se for caso disso, reduzir a ventilação da água
e/ou realizar a troca de tubos fluorescentes.



Aparência:
Filamentos verde escuros ou pretos de vários
centímetros de comprimento que se ramificam
na superfície das folhas e objectos.
Causas possíveis:
Valores elevados de nitrato e fosfato na água.
Poucas trocas parciais de água.
Tubos fluorescentes velhos e gastos.
Iluminação fraca ou inadequada.
Acções a Tomar:
Retirar as algas podando as folhas afectadas
Remover as algas dos vidros e decorações
mecanicamente.
Os camarões caridina serrata alimentam-se
destas algas.
Se for caso disso, realizar a troca de tubos
fluorescentes.
Trocas semanais de água de 15 a 20% do
volume de água do aquário.


Estas sugestões tiveram por base de sustentação alguns anos de experiência com estas algas nos
meus aquários e o auxílio imprescindível dos manuais da SERA.

Alexandre Rebêlo
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« Responder #1 em: 22 de Outubro de 2008, 20:17 »

Desde já muitos parabéns por este tópico, muito bom a ajudar os iniciado  :;):
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Pacman
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The Twilight Dog


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« Responder #2 em: 21 de Junho de 2009, 19:10 »

Parabens por este tópico excelente.

Um abraço
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BelaB
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« Responder #3 em: 15 de Maio de 2010, 03:06 »

Muito bom...

Simples e elucidativo... continua
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loura37
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« Responder #4 em: 01 de Julho de 2010, 08:21 »

Finalmente.... alguem conseguiu esclarecer a minha duvida . ja sei o que fazer. obrigado
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