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Passo a passo, eis o que esperar do desenvolvimento de uma postura de Dendrobates auratus.
 No primeiro dia. Dia em que foram descobertos. A postura tinha este excelente aspecto.  Os ovos são bem visíveis, pois cada um mede cerca de 0.5cm.
 Dia 2. Durante os primeiros dias as diferenças não são visíveis, ou são muito imperceptíveis.
 Dia 3.
 Ao 4º dia começa-se a notar que a zona basal do ovo, começa a esbranquiçar. Aqui começaram a surgir as primeiras dúvidas e os primeiros receios. Estariam os ovos viáveis? Estaria tudo bem? Decidi guardar os ovos e esperar.
 Ao 5º dia aparece este “botão”. Os ovos continuavam a desenvolver-se.
 Ao 7º dia novo desenvolvimento. Aparece um “rasgão” nos ovos. Daqui formar-se-á a espinha dos girinos e numa das extremidades a cabeça e na outra, obviamente a cauda.
 Ao 8º dia, as mudanças são significativas e aparece no local do rasgão uma saliência.
 Agora sim tinha a certeza que tudo estava a correr conforme o previsto. A postura mantinha o aspecto excelente do 1º dia.
 Ao 9º dia começa a distinguir perfeitamente onde será a cabeça e a cauda em cada ovo. Não há que enganar.
 10º dia – A evolução é notória de dia para dia. Nesta fase vê-se perfeitamente os contornos de uma cabeça…
 Até ao 13º dia as evolução são graduais até que se vê perfeitamente isto. Os girinos ganham forma de girino. Felizmente toda a postura se desenvolve correctamente com excepção de um que não passaria do 13º dia, a postura ficara reduzida a 11 indivíduos.
 Ao 15º dia as brânquias externas, vêem-se perfeitamente. Grande e dum tom carmesim forte, são sinal de saúde e normalmente dão origem a rãs robustas (pelo menos foi o que me disseram os entendidos).
 Ao 18º dia, a forma é a de um girino completamente formado e notam-se os olhos. Já faltava pouco para os ver nadar livremente
 Ao 20º dia, eis que nasce o meu primeiro girino, baptizado de Omega3.
 Os irmãos nascem todos num espaço de 2 dias. Foram todos posteriormente individualizados em recipientes de plástico onde foi colocado, um bocado de elódea, para lhes dar esconderijo e alimento, visto os girinos alimentarem-se de algas e alguns microorganismos.



José Pedro Mateus para o Mundo dos Animais, 2007 Imagens Flickr: "joeks" (primeira) | José Pedro Mateus (reportagem fotográfica) Ligações
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