| Perguntas e Respostas |
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Os movimentos de defesa dos direitos dos animais estão, um pouco por culpa própria, estereotipados como fundamentalistas, radicalistas e, numa expressão mais vulgar, "maluquinhos da cabeça". Queremos com este artigo esclarecer algumas questões e promover aquilo que entendemos ser o mais adequado à situação actual e com melhores perspectivas futuras. Todos os pontos aqui abordados são passíveis de discussão, quem tenta impor as suas ideias aos outros está condenado ao fracasso e o nosso objectivo é abordar estes assuntos de forma séria e racional. Os defensores dos animais levam a cabo acções violentas e extremistas? Como se justifica?Simplesmente não se justifica. É verdade que alguns defensores dos direitos dos animais - ou que se proclamam como tal - levam a cabo acções violentas com actos que, em situações pontuais, chegam a roçar o terrorismo, como temos o exemplo da Animal Liberation Front (ALF). Tais acções não são de forma alguma justificáveis. Os verdadeiros defensores dos direitos dos animais, defendem acima de tudo os direitos humanos, e como tal são obrigatoriamente contra a violência. Apoiar acções extremistas e violentas de organizações como a PETA (People for the Ethical Treatment of Animals) é ir claramente contra os próprios princípios da Declaração Universal dos Direitos dos Animais. O Mundo dos Animais não apoia, não se revê, e condena sem hesitação, qualquer tipo de acção deste género. Os defensores dos animais são fundamentalistas?Em todas as organizações existem pessoas com diferentes pontos de vista, e diferentes modos de encarar os seus princípios, objectivos, e portanto de lutar por aquilo que acreditam. Deste modo, é verdade que existem defensores dos direitos dos animais que e julgam donos e senhores da verdade, não aceitando qualquer tipo de argumentação contrária. No entanto, e como em muitos outros casos, não se pode generalizar! O Mundo dos Animais aposta na tolerância e no debate saudável de ideias. Aceitamos qualquer tipo de argumento contra aquilo que defendemos, desde que seja consistente, e refutamos (ou não), de igual forma. Existem poucas verdades absolutas. Os defensores dos direitos dos animais, colocam-nos acima dos próprios seres humanos?Tal como no ponto anterior, é verdade que existem defensores dos animais que gostam mais deles que dos seres da sua espécie, mas mais uma vez, não se pode generalizar estas questões. Para nós, nenhum animal está acima de uma pessoa. O que também não podemos negar, é que o ser humano é extremamente cruel, comete genocídios (contra ele próprio e contra os animais), destrói o próprio mundo em que habita e, em determinados momentos, não parece sequer digno de existir, e todos nós temos consciência disso. Mas seja como for, os direitos dos animais não devem nunca ser sobrepostos aos direitos humanos, e a própria declaração universal dos direitos dos animais respeita isso. Quem não respeita, não pode ser visto como a imagem de todos. Essas pessoas respondem por si próprias, e não em nome de todos os defensores dos direitos dos animais. Não deviam, os defensores dos animais, dedicarem-se primeiro a causas como a guerra, as doenças e a fome?Por todo o Mundo, existem os problemas mais graves e menos graves, mas é crucial que existam pessoas e grupos de pessoas a lutar, simultâneamente, em diversas frentes. O problema aqui não é quem ajuda o quê, mas sim o fosso tão grande entre quem ajuda e quem nada faz (com vantagem para os últimos). Os Direitos dos Animais não são globalmente respeitados, não existem leis apropriadas que condenem os actos contra os animais que violam a Declaração Universal, não existem controlos eficazes de habitats, espécies ameaçadas, caça/pesca ilegal, entre muitos outros. É urgente haver um maior e, sobretudo, mais eficaz, movimento global em prol dos animais. Isto não significa que não existam realmente problemas mais graves, especialmente nalguns países africanos, mas se formos todos para um lado e ninguém lutar pelos animais, pelo ambiente e, efectivamente, pelo nosso planeta, os primeiros a pagar por isso serão os próprios seres humanos. Possuir animais "presos" em casa ou em gaiolas, viola dos Direitos dos Animais? Não deviam ser todos livres?A ideia de libertar todos os animais, e de imaginarmos, como nos desenhos animados, aquele sorriso nos bichos quando são soltos de cativeiros, é uma ideia completamente errada e cuja aplicação seria uma pena de morte. Os animais que nascem em cativeiro e que temos em casa, não estão minimamente aptos a sobreviver em ambiente selvagem. Desde que nasceram, estão adaptados a que nós (os donos) lhes dêmos alimentação, água, higiene, cuidados de saúde, habitats apropriados, entre outros. Estes animais não estão preparados para sobreviver sozinhos, não sabem procurar o alimento, e muito menos estão "treinados" a fugir de predadores, que em casa não existem. Quem pensar que um animal tirado de uma gaiola e solto em liberdade será mais feliz, pode começar a acreditar que lhe passou uma sentença de morte. NOTA: Excepção feita a animais nascidos e colectados em ambiente selvagem, acto que é, aliás, proibido por lei. Estamos a falar de animais nascidos e criados em cativeiro. Um animal nascido em ambiente selvagem, deve ser solto nesse mesmo ambiente o mais rápido possível, de forma a preservar a espécie e o ecossistema. As pessoas tem o dever de, por exemplo, adoptar um animal abandonado?Obviamente que não. Possuir um animal não é um dever, mas sim um luxo. Todo o animal merece ser tratado com todos os cuidados básicos, durante a sua longevidade natural. Tais cuidados envolvem alimentação, higiene, cuidados veterinários e, no caso dos mamíferos como os cães e os gatos, tempo de qualidade e interacção com os donos. A manutenção de um animal, dependendo da espécie, pode ser bastante dispendiosa (principalmente no que toca aos cuidados de saúde), pelo que exige responsabilidade e condições. Comprar/adoptar um animal sem lhe poder fornecer essas mesmas condições, não é ajudar mas sim prejudicar. Para defender os animais, é necessário ser-se vegetariano?Não, não é necessário. O vegetarianismo é uma opção alimentar reconhecida e integralmente respeitável, cujas implicações na saúde humana são ainda discutidas, embora os exemplos práticos demonstrem que uma pessoa com dieta exclusivamente vegetariana pode ser tão saudável como outra com uma dieta omnívora. A relação entre o vegetarianismo (ou vegetarianismo ético) com a defesa dos direitos dos animais, é que ainda não reúne consenso. Por um lado, temos o óbvio: comer carne contribui para a morte dos animais, é impossível negar tal coisa. Por outro, no entanto, é necessário reconhecer que o ser humano possui, efectivamente, um organismo adaptado à dieta omnívora, e cujas propriedades da carne e do peixe são necessárias e utilizadas no seu metabolismo. Existem ainda alguns pontos polémicos e sobre os quais também não há consenso: o que acontecerá aos animais criados para consumo, se esse mesmo consumo for abolido e toda agente passar a vegetariano? Quantas espécies serão extintas? E os animais carnívoros que temos em casa, também deixamos de lhes dar carne? E no aspecto ambiental, dado que a maioria da desflorestação da Amazónia se deve ao cultivo de soja, o que aconteceria se fossem necessários terrenos para uma produção tão massiva de produtos agrícolas? A Declaração Universal dos Direitos dos Animais é clara: "Quando um animal é criado para a alimentação humana, deve ser nutrido, instalado e transportado, assim como sacrificado sem que desses actos resulte para ele motivo de ansiedade ou de dor." e ainda "Se a morte de um animal é necessária, esta deve ser instantânea, indolor e não geradora de angústia." Entendemos ser mais importante a luta pelo melhor tratamento possível aos animais criados para alimento, do que defender o vegetarianismo com tudo o que isso implica nas espécies animais, nos ecossistemas, no nosso organismo e, eventualmente, na sustentabilidade do nosso planeta. Os animais têm direitos. E as plantas? Também não são seres vivos?São, logicamente seres vivos. Quanto aos direitos das plantas, a primeira coisa que temos de dizer é que não há nada que prove em como as plantas sofrem, e para sustentar essa afirmação, existe um conhecimento cientifico em como as plantas não possuem um sistema nervoso e muito menos cérebro. A segunda coisa que também devemos dizer é que, ultimamente, a ideia de que as plantas são seres tão "alheados" do que se passa à sua volta, por supostamente não terem emoções, está a ser bastante contestada. As plantas reagem a estímulos, e algumas experiências de laboratório com plantas tiveram resultados inesperados e que são, hoje em dia, objecto de estudo. Por esse motivo, e antes de haverem conclusões cientificas exactas desses mesmos estudos, não podemos afirmar que é tão cruel matar uma planta como um animal, seja como for, trata-se igualmente de matar um ser vivo que reage a estímulos e que adopta medidas de auto-preservação. Justifica-se o uso de animais em experiências científicas?Depende. Utilizar os animais para testar, por exemplo, produtos cosméticos, vai além do que é a razoabilidade e o bom senso. No entanto, o uso de animais na descoberta de novos medicamentos e de forma a contribuir para a evolução dos cuidados de saúde, é quanto a nós aceitável, desde que tais experiências sejam devidamente reguladas pelas autoridades competentes, e claro, desde que não existam outras alternativas igualmente eficientes. E o sacrifício de animais para o uso, apenas, das suas peles?Não se justifica de forma alguma. Quando um animal é morto (dignamente) e do mesmo se aproveita não só a pele mas também a sua carne e outros produtos essenciais ao Homem, à partida nada contra, mas infligir a morte e o sofrimento apenas por um pedaço de pele ou um par de dentes de marfim, não se pode aceitar. Para agravar a situação, existem países onde os animais são mesmo esfolados vivos para lhes serem retiradas as peles, falecendo depois lentamente e numa agonia indescritível. É necessário combater tais violações dos direitos dos animais. A esterilização de animais está em concordância com os direitos dos mesmos?A esterilização dos animais, em particular dos cães e dos gatos, é acima de tudo necessária para ajudar a combater o excesso de população, sendo que grande parte dos animais nascidos acabam na rua ou em canis/gatis sem as condições de vida que merecem. Quantas mais ninhadas, maior o número de animais que futuramente vai sofrer. Se viola os direitos dos animais, à partida não viola, porque as consequências de uma reprodução descontrolada destes animais é prejudicial para os próprios, para nós (humanos), e também para todo o mundo, pois promove a proliferação de doenças, procura por alimento superior ao disponível, entre outros. Existe, porém, um argumento errado a favor da esterilização: o de que os animais só copulam por instinto e de forma a preservarem a sua espécie, por outras palavras, criarem o maior número de filhotes possível. Estudos recentes têm demonstrado o contrário, e que, tal como nos seres humanos, os animais também tem relações sexuais por prazer e sem objectivo de criação de filhos. Mesmo assim, repita-se, a esterilização é acima de tudo necessária. LigaçõesPara colocar um link no seu site ou blog, por favor copie e cole o seguinte html: Vai aparecer assim: (se tiver conhecimentos de html, altere livremente as cores, formato, tipo de letra, etc) Powered by QuoteThis © 2008 |
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