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Ver ficha da espécie: Meriones unguiculatus Os gerbos da Mongólia são conhecidos como ratos do deserto, no entanto esta denominação não está correcta. Os gerbos da Mongólia podem encontrar-se na natureza nos grandes e abertos desertos da Mongólia e Nordeste da China. São áreas áridas onde a chuva é escassa e igualmente escassa a vegetação. Como resultado disso o gerbo da Mongólia está habituado a uma dieta pouco hidratada e com cerca de 16% proteína, estando o seu sistema digestivo adaptado a ela.
Para se protegerem tanto de predadores como das grandes diferenças térmicas que ocorrem nas zonas desérticas, os gerbos cavam longas galerias onde passam a maior parte da sua vida. São considerados como pragas no seu habitat onde são exterminados aos milhares, seja com veneno seja pela utilização da falcoaria. Os primeiros gerbos da Mongólia a chegarem à Europa entraram pela mão do Sr. A. David a meio do século XIX. Estes animais foram mantidos em Zoos e laboratórios, mas alguns terão ido parar à mão de entusiastas que a partir de selecção genética foram conseguindo seleccionar outras cores diferentes do agouti castanho, a cor selvagem.
Durante os últimos 30 anos o gerbo da Mongólia tornou-se num dos animais de estimação mais populares na Europa. Comportamento: Há que nunca esquecer que os gerbos são animais sociais, pelo que não se deve manter um individuo sozinho. São animais que vivem em grandes grupos familiares quando em liberdade e que quando são mantidos isolados tendem a desenvolver problemas comportamentais, isto significa que devem manter-se aos casais ou pares, no mínimo, mas é de longe melhor manter mais gerbos em comunidade, tendo a noção que o espaço disponível deve ser proporcional ao tamanho da comunidade. Os exemplares adultos tendem a ser agressivos, em especial as fêmeas, para os outros adultos que não façam parte do seu grupo familiar podendo haver brigas de tal modo graves que podem levar à morte de pelo menos 1 deles. Por isso só é aconselhável juntar animais muito jovens na mesma gaiola. Animais nascidos na família são normalmente bem aceites pelos restantes que os reconhecem pelo cheiro e ajudam a criar.
No entanto, se forem separados por períodos superiores a 24 horas, há sempre a probabilidade de não serem reconhecidos pelos restantes. Por essa razão nunca separe grupos familiares a não ser que seja absolutamente necessário, pois se pretender voltar a juntá-los pode ser uma tarefa complicada. No que concerne à manutenção de casais, é preferível dividir a gaiola utilizando rede, pois evita a cópula, mas não evita o contacto entre os pares. A solução para o controle de população é construir comunidades unissexuais, juntando apenas os casais que se pretende reproduzir.
O gerbo é um excelente pet que só morde em ultima instância, é um animal curioso que toma atenção a tudo o que se passa à sua volta, pouco escapa à sua atenção pelo que é frequente vê-los de pé só apoiados nas patas traseiras tomando atenção a tudo o que se passa à sua volta.
Ao contrário de outros roedores os gerbos não são noctívagos e são bastante activos durante o dia. 
Manuseamento: Os gerbos da Mongólia rapidamente se habituam a ser manuseados. Para segurar um gerbo não deve nunca segurar-se pela ponta da cauda, Será possível segurar pela cauda, desde que se tenha o cuidado de agarrar a base da mesma, sem puxões ou movimentos bruscos, a explicação é simples é que a cauda é frágil e parte-se com muita facilidade e contrariamente ao que dizem não volta a crescer. Pode inclusive, em caso de quebra, necrosar e e causar problemas graves ao animal. Alojamento: Tanques grandes ou gaiolas fundas de grades estreitas de modo a que eles possam efectuar o seu desporto favorito, escavar. Não esquecer que os gerbos são excepcionais saltadores logo no caso de se utilizar um tanque deverá ter o topo tapado de modo a evitar fugas.
Os gerbos têm uma capacidade de destruição muito grande, logo todos os tanques, caixas ou gaiolas deve ser lisas por dentro de modo a que eles não consigam encontrar depressões que consigam roer e consequentemente escapar ao cativeiro.
Como litter poderão usar-se, aparas de madeira, corn cobs ou cats best, além de outros materiais próprios para roedores.
Para o ninho feno ou palha é o isolamento ideal, pois além de servir de isolador térmico, não provoca quaisquer danos, em termos de saúde, nos animais.
Como gostam e necessitam de tomar o seu banho, deverá ser fornecido um recipiente com areia de chinchila, que deve ser retirado após o banho. 
Reprodução: Os gerbos da Mongólia ficam sexualmente maduros cerca dos 4 mêses de idade. As fêmeas estão receptivas de 6 em 6 dias, a gestação é de cerca de 24 dias, após o que as crias nascem cegos e sem pelo, medem cerca de 20 mm e pesam 2/3 gramas.
As fêmeas constroem um ninho onde parem, deve fornecer-se feno e tiras de papel de cozinha de modo a que elas o possam construir, deve evitar materiais fibrosos devido ao perigo de enrolar e estrangular membros dos nossos animais. A média das ninhadas pode ir de 4 a 6 gerbos. Os recém nascidos crescem rapidamente, nascendo o pelo por volta de uma semana de idade e abrem os olhos antes das 2 semanas, começam também a experimentar alimentos secos, embora a sua manutenção se deva ao consumo de leite materno. Assim que abrem os olhos começam a sair do ninho e a explorar o que se passa à sua volta. Por volta das 3 semanas já estão desmamados. O macho tem um papel muito importante visto ajudar a criar a ninhada, convém no entanto lembrar que as fêmeas assim de parem entram em cio e se se quiserem evitar ninhadas consecutivas deverá separar-se o macho.
São muitas as cores actuais dos gerbos da Mongólia, que vão do agouti castanho, branco, lilac, preto, siamês, burmês até ao azul, a mutação mais rara. Joana Búzio e Madalena Marques para o Mundo dos Animais, 2008 Imagens: Ana Quental e Carlos Gandra Ligações
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