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Ver ficha da espécie: Octodon degus Os degus são originários dos Andes, montanhas do Chile, América do Sul onde estes animais amigáveis vivem em grandes grupos nas rochas. Os Degus foram descobertos no século XVIII pelos primeiros Europeus e foram considerados criaturas idênticas aos esquilos e foram tratados como tal pelos cientistas da época.
Subsequentemente descobriu-se que estes não eram outra espécie de esquilos mas um parente próximo de outra criatura Sulamericana, os porquinhos-da-índia. Pouco depois de terem sido descobertos pelos Europeus, os primeiros exemplares foram embarcados para zoos na Europa.
Em meados do século vinte a maioria dos degus em cativeiro eram mantidos em laboratório onde era estudado o seu comportamento e também para pesquisa médica. Só recentemente se descobriu que os degus são uns companheiros interessantes como animais de estimação, mas pela sua natureza curiosa, docilidade e muitas vezes divertidos, fez aumentar a sua popularidade. Comportamento: Os degus vivem em grupos sociais quando em liberdade, onde escavam e trepam nas rochas para o qual estão bem equipados. Tal como os porquinhos os degus chilreiam e arrulham para comunicar e em contraste com muitos outros roedores estas criaturas são muito mais diurnas que nocturnas, e que se retiram para as suas tocas ao pôr-do-sol e que saem novamente ao 1º raio de sol de manhã à procura de comida. São normalmente menos activos no meio do dia tornando-se mais activos à tarde. Infelizmente os degus são muitas vezes mantidos sozinhos quando estão muito melhor em grupos ou pelo menos tendo outro degu para companhia.
Se vai manter um degus sozinho, deverá gastar com ele pelo menos uma hora por dia, dando-lhe toda a atenção para evitar que possa desenvolver problemas de comportamento. Os grupos de degus devem ser feitos com alguma cautela, porque se é verdade que em liberdade nunca brigam uns com os outros há que compreender que em liberdade têm meios suficientes de fuga, os quais não são possíveis numa gaiola.

As fêmeas de degus em regra entendem-se umas com as outras sem problemas. Os problemas são mais prováveis de acontecer entre machos maduros. Machos adultos que nunca tenham crescido juntos é raro conseguirem viver juntos, e certamente nunca junto a fêmeas.
Providencie que hajam fêmeas e muito espaço e os machos tolerar-se-ão. Os problemas em regra surgem se há falta de fêmeas ou de espaço.
Os degus são animais muito activos e muito curiosos com tudo o que se passa à sua volta. Raramente mordem e rapidamente estabelecem um laço com o seu tratador.
Instalações: Os degus estarão melhores se mantidos em caixas grandes de vidro cobertas com rede forte. Alguns degus roem com tal actividade que chegam a roer as caixas de acrílico especialmente feitas para roedores e conseguem fugir. O fundo deverá ser revestido de aparas de madeira as quais não devem ter pó. Os degus gostam de trepar, como tal deverão providenciar-se ramos ou outras coisas onde eles possam trepar, tente que a gaiola tenha pelo menos 40 ou 50 cm de altura. Como qualquer roedor os degus necessitam de material para roer de forma a desgastarem os dentes que estão em contínuo crescimento. Cada gaiola deverá ter um ninho onde se possam recolher. Alimentação: Existem no mercado rações próprias para degus, devendo ser rigorosa a sua alimentação, não se devem dar frutas nem vegetais pois poderão desenvolver diabetes, poderá dar-se feno que eles usarão para comer e fazer o ninho.
Devem ter sempre água fresca à disposição, tendo em atenção que se o recipiente que se coloca dentro da gaiola for em plástico será de imediato roído.
Deve também fornecer-se areia de chinchila para o banho.
Reprodução: As fêmeas ficam sexualmente activas a partir dos 3 meses de idade sendo só aconselhável o acasalamento a partir dos 5 meses. As vezes que uma fêmea se encontra pronta a acasalar difere de fêmea para fêmea, mas ocorre em regra em cada duas ou três semanas.
O macho pode ser deixado com a fêmea depois de coberta não havendo necessidade de os separar depois dos bebés nascerem. A gravidez é relativamente longa, cerca de 90 dias. A média de crias por ninhada é de 5 mas podem ir de 3 a 10. As crias nascem completamente formadas, com pelo, olhos abertos e começam a correr de imediato à volta da gaiola. Às duas semanas começam a comer a comida dos pais, mas continuam a necessitar do leite da mãe. É aconselhável mantê-las com a mãe até às 8 semanas.
Os degus vivem uma média de 5 a 8 anos.
Madalena Marques para o Mundo dos Animais, 2008 Imagens: Madalena Marques e Wikimédia Commons Ligações
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